Brasao Duarte
Carvalho

Brasão: azul, com uma estrela de ouro de oito raios, encerrada numa caderna de crescentes de prata.
Timbre - Um cisne de prata, membrado e armado de ouro, com a estrela do escudo no peito.

O nome é tomado do antigo Morgado de Carvalho em terras de Coimbra, Portugal.
Esta familia tem sua antiguidade e pureza de sangue comprovada pela constatação de uma doação feita ao mosteiro de Lorvão em 1131, assinada por Pelagius Carvalis,(Payo Carvalho) senhor de toda a terra em que hoje está o Morgado de Carvalho, que foi instituido por seu neto Bartolomeu Domingues, e é o mais antigo Morgado em Portugal.
Nota: Esta documentação da doação ao mosteiro Lorvão esclarece de maneira irrefutável que na origem, a familia Carvalho não era uma familia de cristão novo uma vez que, nessa época de fortilíssima religiosidade, um mosteiro jamais aceitaria a doação de um cristão novo, como alguns sugerem pela costumeira e erronea interpretação de que nome de árvore é sempre referencia direta a uma familia de cristão novo.
O Brasão da familia Carvalho é um dos 72 brasões das 72 familias principais da alta nobreza de Portugal no século XVI, que foram pintados no teto da Sala de Brasões do Paço Real de Sintra por ordem de D. Manoel I, o Venturoso,(1469-1521), décimo quarto Rei de Portugal de 1495 a 1521, que escolheu esses 72 brasões quando mandou reorganizar e qualificar a nobreza portuguesa tendo por objetivo: escolher as familias mais ilustres do Reino, em honra, história e bens, no século XVI.
A mais ilustre Família portuguesa com este sobrenome e varonia talvez seja a do Marquês de Pombal, ainda que não tenha, porventura, a chefia da antiga Família Carvalho portuguesa.
Existem registros deste sobrenome em Portugal desde o século XII. Em antigos registros consta como Carvalio.

A família Carvalho tem solar no antigo Morgado de Carvalho, em terra de Coimbra, Concelho de Penacova, nas famosas Serra do Carvalho fundado por D. Bartolomeu Domingues que a recebe do rei João de Aviz por serviços prestados ao reino durante a batalha de Aljubarrota (ver abaixo), sendo considerado então um dos homens mais nobres de Portugal, recebe o morgado do Carvalho, sendo o primeiro morgado de Portugal, dada tamanha honraria, seu filho Soeiro Lopes Domingues, adota em 1386 o nome de Soeiro GOMES DE CARVALHO, O primeiro a dar o sobrenome Carvalho, comprovadamente aceito.

Aqueles do século XIV, membros da honorável casa dos CARVALHO, viveram no tempo em que uma das maiores façanhas das armas da história de Portugal teve lugar, a saber, a batalha de Aljubarrota, travada em 14 de agosto de 1385, próxima da assim denominada cidade, localizada no centro de Portugal.
O rei castelhano, Juan I, reclamava a coroa de Portugal. A grande maioria dos portugueses, incluindo muitos dos patrióticos membros da família Carvalho, não estavam dispostos a aceitar um rei castelhano, razão pela qual escolheram como seu líder a João de Aviz, que se iriam juntar à luta que estava para vir por Nuno Alvares Pereira, o "Condestável".
Juan I invadiu Portugal confiante no valor de seu exército, que contava com vinte e dois mil cavaleiros e soldados, e esperava o apoio de nobres portugueses que o tinham como legítimo herdeiro. Ao contrário, João, que tinha sido proclamado rei de Portugal há apenas quatro meses atrás, estava apto para reunir tão somente uns meros sete mil homens.
Os cavaleiros castelhanos, acreditando em sua própria superioridade e ignorantes do terreno, resolveram atacar. O triunfo português em Aljubarrota, uma fonte de honra para todos, incluindo os atuais portadores do nome de família CARVALHO, não só preservou sua independência nacional, mas também marcou a supremacia política das classes burguesas de Portugal, que tinham preparado e feito a revolução de 1383 e escolhera a João de Aviz como rei, demonstrando a vantagem da infantaria, organizadas de maneira democrática, que lentamente iam anulando o valor da cavalaria medieval.

Dicionário das Famílias Brasileiras, Cunha Bueno/Carlos Eduardo Almeida Barata. Titulares do Império, Carlos Rheingantz. Anuário Genealógico Brasileiro, Ano III, 1941. Anuário Genealógico Brasileiro, Ano VI, 1944. Aníbal de Almeida Fernandes (pesquisador) História do Marquês de Pombal
No sul de Minas Gerais existe a cidade de Carvalhopolis,pois a maioria dos moradores tem sobre-nome de Carvalho

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