Brasao Duarte
Lins

Significado: Alemão: do Médio Alto alemão lentilha, possívelmente um apelido para um profissional plantador de lentilhas. Ou um diminutivo de um nome germânico pessoal formado com alto alemão antigo fio serpente ou linta árvore, escudo. Letão: Possivelmente a partir de Lins "linho".

I - As Origens da Família Linz

Trata-se de difícil empreitada a identificação da origem de qualquer família antes de Idade Média , pois não se tem qualquer escrito ou base documentada para este trabalho. Até a idade média as pessoas recebiam apenas um nome de batismo. Não era seu prenome, como dizemos hoje, mas seu nome verdadeiro, o único que lhe é indispensável e pelo qual será designado por toda a vida. O que chamamos de "nome de família" não era senão um cognome (nome de lugar, de ofício, alcunha) inteiramente acessório que pertence ao indivíduo e não à família.

Porém com a finalidade de facilitar a identificação das pessoas, elas passaram a ser designadas por seu nome de batismo seguido de diversas indicações de origem, residência, função ou qualidades. A partir do século XII, essas indicações começaram a tornar-se hereditárias constituindo-se nos sobrenomes.

Diante deste quadro, os primeiros Linz que se tem notícia apareceram no sul da atual Alemanha, em diversas localidades em torno do lago Constança, como patronímo de representantes da pequena nobreza cavalheresca rural. As primeiras citações documentadas aparecem por volta do final do século XII.

Há várias teorias que tentam explicar o surgimento do nome Linz, uma delas é que define Linz como sendo originado de um nome de profissão, daqueles que cultivavam lentilha ("Linsen" em alemão).

Entretanto a teoria que mais tem sentido e força é a que Linz é o apelido derivado de nome de lugar. O cognome qualificaria aqueles que provinham da cidade de Linz, na Áustria, e que imigraram para a região da Alemanha já mencionada.

Para entendermos esse processo devemos nos transportar para a história da própria cidade de Linz.

II - Celtas ou Romanos

A região da cidade de Linz é habitada desde os tempos mais remotos, quando o homem ainda vivia rudimentarmente. Porém a região ganhou contornos de povoação quando os celtas, povo conhecido pelos gregos como "guerreiros nus da Europa", ocuparam a região do Danúbio e lá se estabeleceram.

Os celtas eram um povo originário da própria Europa, extremamente guerreiro, se expandiram desde Portugal até às fronteiras com a Turquia, chegando mesmo a invadir a cidade de Roma.

Eles viviam em povoados, com costumes e religião própria. Deve-se à eles a difusão do uso da roda. É certo que os celtas apuraram a técnica da curvatura da madeira que tornou possível o aparecimento não só da roda , mas também do barril, da carroça, e outros utensílios.

Essa mesma curvatura deu origem ao nome da família, pois aos celtas também deve-se a origem da palavra Linz. Linz é uma adaptação germânica do latim "lentia", que por sua vez originou-se do termo a que os celtas chamavam a região: "lentos", que significa curvado ou flexibilidade, referente a curvatura que o rio Danúbio faz na região.

Os celtas permaneceram soberanos na região até que no ano de 113 a.C. foi ocupada pelos romanos que lá se estabeleceram.

Roma se transformou em um grande império e a cidade de Linz, que na época era chamada de Lentia, se tornou uma importante base militar na defesa do "limes" (limite do império romano). Lentia fazia parte da província de Noricum, na região do Danúbio, cuja capital era Augusta Vindelicorum (hoje, Augsburg).

Assim, a cidade permaneceu até o fim do Império Romano. A população celta original da cidade perdeu sua identidade, passando a falar o latim e adotando os costumes romanos. O povoado passou a categoria de cidade, ganhando construções de alvenaria e sendo servida por estradas.

Com a queda de Roma, porém, a cidade entrou em decadência. Por lá passaram, a caminho da capital romana, os ávaros, godos, visigodos e hunos, deixando seu rastro de destruição. Depois a cidade, que era base militar romana, perdeu sua principal função, ficando seus moradores jogados a sua própria sorte. Com isso grande parte de sua população migrou para outros lugares.

A imigração ocorreu sobretudo nos séculos V e VI da nossa era, e como naquele tempo a locomoção era um grande transtorno, pois eram pouquíssimas estradas e após a queda de Roma, quase nenhuma, o corredor formado pelo vale do Danúbio foi intensamente usado pelos imigrantes tomando seu rumo nos dois sentidos.

Assim, é provável que os ancestrais da família Linz tenham subido o rio até o seu ponto inicial e lá se estabelecido em torno do lago Constança.

III - Cavaleiros Medievais

Os integrantes da família Linz, logo devem ter se destacado na região, pois esta era habitadas pelos suevos e alamanos, que viviam ainda de forma bastante primitiva. Contrastava com os recém-chegados já bastante civilizados em Lentia, já convertidos ao cristianismo e com nível de instrução bem avançado.

A Europa a essa altura entrava na Idade Média, onde o feudalismo imperava e a terra a único sustento econômico. A família Linz então logo se tornou na região grandes produtores rurais, especializados na produção agrícola. E foram, como anteriormente mencionado, designados como vindo da cidade de Linz, mais tarde se tornando o patronímico da família.

Com todas as terras divididas por feudos, a Europa se encontrava toda dividida entre os nobres. A família Linz então passou a fazer parte da pequena nobreza rural da região, que por conseguinte eram todos subordinados ao Ducado da Suábia.

Foi nessa época, também, que surgiu o brasão de armas da família. O brasão dos Linz traz nos características importantes de como era a família naquela época:

Escudo: vermelho, com uma faixa azul, carregada de três estrelas de ouro, de 6 pontas.

Elmo da nobreza cavalheresca tradicional alemã.

Timbre: um capelo de penas de pavão natural, orladas de vermelho, e de três peças, como no escudo, carregada cada peça de uma estrela de ouro, de cinco pontas. O capelo está entre dois proboscidas faixados de vermelho e azul.

Virol: de vermelho e azul, com pontas esvoaçantes, a de vermelho para trás.

Paquife: de vermelho e azul.

O brasão de armas mostra nos, por exemplo que a família não participou das cruzadas, pois falta-lhe a cruz característica.



IV - Comerciantes de Ulm

No século XI o comércio começa a se tornar uma atividade bastante rentável em algumas partes da Europa. Com a transferência do centro da vida econômica, social e política dos feudos para as cidades começam aparecer as características do capitalismo. Algumas cidades já apresentam bancos, letras de câmbio e divisão do trabalho.

A família Linz também acompanhou esta tendência. Lançaram-se no comércio abandonando suas raízes feudais e sendo pioneiros na formação da nova classe social, a burguesia.

Mas para tanto, não poderiam mas estar estabelecidos na zona rural, e assim, imigraram para a cidade de Ulm.

A cidade de Ulm era um ponto estratégico importante no desenvolvimento do comércio da região, pois funcionava como entreposto entre a produção da região, que era principalmente têxtil (linho) e seu transporte através do Danúbio (tinha importante porto).

Foi nesta época que apareceu o tronco genealógico mais remoto até hoje documentalmente conhecido: Heinrich Linz.

Heinrich Linz, já filho de comerciantes, se tornou em um importante comerciante da cidade de Ulm. Neste época, Ulm já era uma importante cidade livre imperial, já muito adiantada.

Essa história ainda está sendo escrita e terá muitos outros capítulos.

A continuação da história segue com o descobrimento do Brasil e a vinda dos primeiros LINZ para cá.

Da conquista, passando pela colonização, a implantação dos engenhos de açúcar, a guerra com os holandeses até os dias atuais você conhecerá toda a história da família.

 

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