Luz

Nome de homem, por vezes usado na forma de nome de família. De luz, subst. comum. Pode ser de origem religiosa, tomado do nome da Virgem, assim chamada em comemoração ao seu nascimento, precedido em geral da combinação da [Luz] e do nome de Maria.
Sobrenome com esta forma documentou-se no ano de 1177.
Em outros documentos Luci, Luzi. Outros consideram um patronímico de Lucidus ou de Lucius; talvez do segundo, pois de Lucidus parece veio Luzes. A Lucius corresponde Luzo ou Luzu, nome de homem, que se lê em documentos dos séculos XIII e XIV (Antenor Nascentes, II, 181).

Sobrenome de inúmeras famílias espalhadas por diversas partes do Brasil: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Maranhão, Alagoase Rio Grande do Sul, entre outras.

No Rio de Janeiro, entre as mais antigas, encontra-se a de Manuel da Luz, que deixou geração do seu cas., c.1635, com Bárbara da Fonseca (Rheingantz, II, 463).
Rheingantz registra mais 9 famílias com este sobrenome, nos sécs. XVI e XVII, que deixaram numerosa descendência no Rio de Janeiro.

Em Goiás, entre outras, registra-se a do furriel José Rodrigues do Nascimento, que deixou geração de seu cas., por volta de 1785, com Inácia Maria de Jesus, meiapontense, filha de João Rodrigues Santiago e de Ana da Luz da Conceição (J. J., Pirinópolis, II, 279).

Em Santa Catarina, originária das ilhas portuguesas, cabe mencionar a de Manuel Rodrigues da Luz [c.1720, Ilha do Pico - ?], que deixou numerosa descendência do seu cas., c.1744, em Santo Antônio (SC), com Maria Vicência, da Ilha Terceira (Anuário Genealógico Latino, IV, 218).

Para Minas Gerais, ver a família Ribeiro da Luz.

No Maranhão, registra-se antiga família estabelecida, no século XIX, em São José dos Matões, onde se destacam os Vieira da Luz.

Em São Paulo, entre outras encontra-se a família do Coronel José Joaquim da Luz, falecido a 22 de Outubro de 1879, em São Paulo, em avançada idade. Filho de Joaquim Francisco de Vasconcelos e de Anastácia Maria Mendes. Aparentado com a família Bueno, de São Paulo. Do seu casamento, nasceu o Comendador Benedito Antônio da Luz, falecido a 25 de Abril de 1868. Administrador Geral dos Correios da capital paulista. Residiu à Rua de São Bento, mais ou menos em local onde funcionou a redação do Jornal Comercio de S. Paulo. Pintor. Foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem da Rosa, por despacho de 14 de Março de 1846, em São Paulo. Deixou geração do seu cas. com Francisca Carolina de Toledo Alambary, nascida por volta de 1817 e falecida, aos 35 anos de idade, a 12 de Maio de 1852 - da família Alambary (v.s.), de São Paulo.

No Paraná, entre muitas, registra-se a família do Senador Brazílio Ferreira da Luz [29.09.1858, Curitiba, PR - 07.1940],
médico. Deputado pela Provincia do Paraná, no Império [1888-1889]. Tenente-Cirurgião [21.02.1890]. Capitão-Médico de 4.ª Classe [27.03.1890]. Deputado Estadual, na República [1893]. Deputado Federal [1894-96 e 1897-99]. Major [29.04.1909]. Durante a Revolução Federalista, serviu à legalidade. Senador pelo Partido Conservador - PCO-PR [1900-1908]. No Senado, foi Membro da Comissão de Comércio, Agricultura, Indústria e Artes e Suplente da Mesa Diretora. Coronel [1914]. Dirigiu o jornal A República.

Heráldica: um escudo esquartelado: os primeiro e quarto quartéis, em campo de prata, de 8 raios, dispostas 1, 2, 1, 2 e 1; os segundo e terceiro quartéis, em campo de prata, três cabeças de negros, em roquete, com argolas e colares de ouro (Armando de Mattos, Brasonário, 240).

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